Frequentadores criticam condições do lago na Praça Tancredo Neves; Secretaria de Meio Ambiente anuncia remanejamento de peixes
Frequentadores da Praça Tancredo Neve registraram imagens e manifestaram críticas a respeito do acúmulo de peixes na superfície e das condições da água em um dos lagos do espaço público. Os relatos associam a aglomeração dos animais à presença de sujidades na água, à insuficiência de oxigenação e à falta de alimentação. Em contrapartida, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) emitiu uma nota oficial no domingo (7) contestando as alegações de má qualidade do manancial e detalhando as medidas de manejo adotadas para o local.
De acordo com a nota da Semma, o comportamento observado decorre das características biológicas das duas espécies que habitam o local: carpas e tilápias. O órgão informou que as carpas permanecem próximas ao fundo, enquanto as tilápias concentram-se na superfície devido ao hábito de aceitar alimentos fornecidos por visitantes, como pipoca e pão. A secretaria comunicou que a oferta de alimentos externos é proibida e que os peixes recebem ração apropriada diariamente das equipes técnicas.

Foto: Reprodução/Instagram
A administração municipal também informou que a água do lago é captada na reserva do Poço Escuro e passa por um sistema de bomba acoplado a uma cascata, responsável pela circulação e aeração que garante os índices de oxigênio. De acordo com a Semma, a coloração esverdeada da água é justificada pela presença de plantas aquáticas e produção de clorofila, e não por um processo de eutrofização. Segundo a secretaria, o monitoramento das condições ambientais é feito de forma contínua com equipamentos específicos de análise de qualidade.
Como medida para restabelecer o equilíbrio do ecossistema, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente anunciou que realizará uma intervenção para a retirada controlada de parte dos peixes. Os espécimes removidos serão transferidos para outro manancial do município, justificando que a reprodução natural gerou um excedente populacional. O órgão declarou que o procedimento utilizará técnicas adequadas para garantir a integridade dos animais.
A Semma mantém a orientação para que o público não jogue resíduos ou alimentos, como pipoca, salgadinhos ou biscoitos nos lagos, sob o argumento de que essas substâncias comprometem a saúde da fauna e alteram as condições químicas da água. Os desdobramentos da ação envolvem a definição do cronograma técnico para o início da transferência dos peixes e o reforço nas vistorias de fiscalização no entorno da praça.









