"Eu vim aqui reclamar da prefeita sobre o que ela me prometeu", diz moradora durante protesto por pavimentação no bairro Jardim Valéria na Câmara Municipal

Moradores do bairro ocuparam a Tribuna Livre para cobrar a retomada de obras de asfalto paralisadas pela Codevasf e melhorias na saúde municipal

Foto: Ane Xavier
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 10/06/2026, 03:06h

Moradores do bairro Jardim Valéria ocuparam a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (10), para reivindicar a retomada e a conclusão das obras de pavimentação asfáltica na localidade e em loteamentos adjacentes. A comunidade relatou que as intervenções, sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), foram paralisadas após a execução de uma parcela do projeto original. O grupo solicitou esclarecimentos dos poderes públicos e cronogramas para a execução dos serviços viários.

Da esq. à dir.: Maria e Zé Nilton, moradores do bairro Jardim Valéria que utilizaram a Tribuna Livre nesta quarta-feira (10). Foto: Ascom Câmara Municipal

O projeto de infraestrutura, financiado por recursos do Governo Federal, contempla o asfaltamento de 57 ruas distribuídas entre os loteamentos Jardim Valéria, Santa Terezinha, Jardim Sudoeste e Jardim Copacabana II. De acordo com os relatos apresentados no plenário, a interrupção das atividades deixou vias sem pavimentação e comprometeu estruturas já iniciadas, como calçadas e meios-fios. Os moradores apontaram dificuldades na trafegabilidade decorrentes do acúmulo de poeira nos períodos secos e de lama durante as chuvas.

A mobilização comunitária na Casa do Povo também pautou demandas voltadas à área da saúde pública do bairro. Conforme os manifestantes, a unidade de saúde local apresenta necessidade de manutenção estrutural e reposição de equipamentos, afetando diretamente os atendimentos clínicos e odontológicos prestados à população.

Durante o pronunciamento, o morador José Nilton, conhecido como Dequinha, questionou a destinação das verbas do convênio assinado há quatro anos. “A gente vem com o intuito de saber onde foi parar a sobra do dinheiro que se colocou há quatro anos atrás para aquela localidade. Houve uma ordem de serviço, festa, fogos... E aí, simplesmente, fizeram um terço da obra, mal feita, mexeram no calçamento, causaram quebradeiras. E simplesmente pegaram as máquinas e tiraram. E abandonaram a nossa comunidade”, declarou. Ele sugeriu o faseamento das obras, caso não possam ser integralizadas de imediato: "Faça de cinco em cinco ruas até concluir as 14 ruas que foram previstas".

Na sequência, a moradora Maria cobrou o posicionamento do Poder Executivo Municipal em relação às promessas feitas à comunidade. “Maria, eu vim aqui reclamar da prefeita sobre o que ela me prometeu. E eu quero que ela me dê uma resposta. Quando ela foi ao nosso bairro pedir voto, a gente votou nela, colocou ela sentada lá dentro da Prefeitura. Então eu vim exigir os meus direitos e quero que ela mostre para mim”, afirmou. A cidadã também detalhou os problemas na unidade de atendimento: "Quer ver a cadeira do dentista que quebrou? O dentista fica sem ter onde sentar o paciente. Como é que é ele vai atender um paciente se não tem cadeira?".

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