Veteranos que desafiaram o tempo: os jogadores mais velhos da história das Copas do Mundo

  • Agência Brasil
  • Atualizado: 10/06/2026, 08:18h

A Copa do Mundo sempre foi palco para o surgimento de jovens talentos, mas também reservou espaço para atletas que desafiaram a idade e permaneceram competitivos no mais alto nível do futebol internacional. Ao longo da história do torneio, diversos jogadores mostraram que experiência, liderança e preparo físico podem compensar a passagem dos anos.

O recorde absoluto pertence ao goleiro egípcio Essam El-Hadary. Aos 45 anos e 161 dias, ele entrou em campo na edição de 2018 e tornou-se o jogador mais velho a disputar uma partida de Mundial. Na ocasião, ainda protagonizou um momento marcante ao defender uma cobrança de pênalti, demonstrando reflexos e segurança mesmo em uma fase avançada da carreira.

Na segunda colocação aparece o colombiano Faryd Mondragón, que participou da Copa de 2014 com 43 anos e 13 dias. Sua entrada em campo representou o encerramento de uma trajetória iniciada décadas antes e simbolizou a longevidade possível para goleiros de alto rendimento.

Entre os jogadores de linha, o maior destaque continua sendo Roger Milla. O atacante camaronês disputou a Copa de 1994 aos 42 anos e 39 dias, tornando-se o atleta mais velho da posição a participar do torneio. Sua presença consolidou uma carreira marcada pelo talento e pela capacidade de decidir partidas importantes.

A lista dos veteranos ainda reúne nomes históricos do futebol mundial. O norte-irlandês Pat Jennings, o inglês Peter Shilton, o italiano Dino Zoff e o tunisiano Ali Boumnijel também defenderam suas seleções após completarem 40 anos, reforçando a tradição de goleiros que conseguem prolongar suas carreiras em alto nível.

Outros atletas que figuram entre os mais experientes da história das Copas incluem o escocês Jim Leighton, o inglês David James e o canadense Atiba Hutchinson, todos participantes do torneio já próximos dos 40 anos de idade.

A presença desses jogadores demonstra que a evolução da preparação física, dos métodos de recuperação e dos cuidados médicos ampliou a longevidade dos atletas profissionais. Ao mesmo tempo, evidencia o valor da experiência em competições de grande pressão, nas quais liderança e equilíbrio emocional costumam fazer diferença.

Em uma competição marcada pela renovação constante, os veteranos continuam ocupando um espaço especial, mostrando que o desempenho em campo não depende apenas da juventude, mas também da capacidade de adaptação, disciplina e conhecimento do jogo adquiridos ao longo de uma carreira.

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