COPA: Irã sofre, mas evita desastre

Richard Heathcote/Getty Images
  • Júnior Patente
  • Atualizado: 16/06/2026, 08:44h

Quando a bola rolou no SoFi Stadium, em Los Angeles, poucos imaginavam que a modesta Nova Zelândia transformaria sua estreia na Copa do Mundo de 2026 em um espetáculo de coragem, eficiência e resistência. Diante de um Irã apontado como favorito, os neozelandeses surpreenderam o mundo, ficaram duas vezes à frente do placar e estiveram muito perto de conquistar uma vitória histórica. No fim, o empate por 2 a 2 deixou um gosto agridoce para os All Whites, mas consolidou a equipe como uma das grandes surpresas deste início de Mundial.

O grande nome da noite foi Elijah Just. O atacante infernizou a defesa iraniana e marcou os dois gols da Nova Zelândia, colocando a seleção da Oceania em vantagem logo aos sete minutos do primeiro tempo e novamente no início da etapa final. A atuação foi suficiente para colocá-lo entre os destaques individuais da primeira rodada da competição.

Do outro lado, o Irã mostrou porque chegou à Copa cercado de expectativas. Mesmo sem apresentar seu melhor futebol, a equipe asiática teve forças para reagir duas vezes. Rezaeian empatou ainda no primeiro tempo e Mohammad Mohebi voltou a igualar o marcador na etapa complementar, evitando um tropeço que poderia complicar a caminhada iraniana rumo à classificação.

Mais do que o resultado, a partida chamou atenção pela intensidade. Foram ataques rápidos, mudanças constantes de cenário e um clima de decisão desde os minutos iniciais. Em uma Copa que já registrou goleadas marcantes, como os 7 a 1 da Alemanha sobre Curaçao e os 5 a 1 da Suécia diante da Tunísia, o confronto entre iranianos e neozelandeses mostrou que emoção nem sempre depende de muitos gols.

O empate também embaralhou completamente o Grupo G. Com a igualdade por 1 a 1 entre Bélgica e Egito na outra partida da chave, as quatro seleções terminaram a primeira rodada rigorosamente empatadas, todas com um ponto. O cenário transforma os próximos confrontos em verdadeiras finais antecipadas.

Se antes da Copa a Nova Zelândia era vista apenas como uma coadjuvante, a estreia mostrou uma seleção organizada, veloz e sem qualquer receio de enfrentar adversários mais tradicionais. O empate pode não ter rendido três pontos, mas serviu para enviar um recado claro ao restante do grupo: os All Whites não vieram aos Estados Unidos apenas para participar. Vieram para competir. E, pelo que apresentaram na estreia, ninguém deveria subestimá-los novamente.

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