UEFA mantém boicote à Fifa e cobra mudanças após crise com Infantino

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 11/08/2026, 10:55h

A crise entre a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) continua sem solução. A entidade europeia decidiu manter o boicote nos eventos da organização mundial e afirmou que ainda não recebeu garantias suficientes para encerrar o impasse envolvendo o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

A posição foi confirmada pela UEFA após a Fifa considerar problemas relacionados à tentativa de venda de parte de suas ações a investidores privados. A entidade comandada por Infantino chegou a enviar um pedido formal de desculpas às 211 associações nacionais que integram a federação, mas a iniciativa não foi suficiente para restabelecer a confiança dos europeus.

A polêmica começou no fim de julho, quando a Fifa apresentou a possibilidade de negociar parte de seus ativos com investidores privados como estratégia para ampliar as receitas. A proposta provocou forte acontecimento da UEFA, que passou a questionar a condução da entidade e ameaçou adotar medidas de boicote.

Desde então, a confederação europeia tornou-se uma das principais vozes de oposição à administração de Infantino. O conflito também aumentou a pressão política sobre o dirigente, que enfrentou questionamentos relacionados à transparência e à forma como decisões estratégicas vêm sendo tomadas na Fifa.

Boicote pode atingir competições da Fifa

A decisão da UEFA pode ter consequências práticas para competições internacionais. Uma das possibilidades envolve a ausência de opções europeias na Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para setembro, na Polônia.

A tensão também alcança outros torneios. A UEFA critica a expansão do calendário internacional e argumenta que o aumento das competições reduz o período de descanso dos jogadores e interfere no planejamento dos clubes.

Nesse contexto, a entidade europeia também se posicionou contra a ampliação da Copa do Mundo e já demonstrou resistência à realização da Copa do Mundo de Clubes em seu formato atual. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, ainda existe uma colaboração envolvida com a Associação de Clubes Europeus (ECA) para um possível boicote na edição de 2029 do Mundial de Clubes.

Outras confederações também questionam a Fifa

O movimento de insatisfação não está restrito à Europa. A Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) também manifestaram críticas relacionadas aos planos da Fifa.

A crise ganhou novas dimensões depois que a entidade mundial decidiu abandonar o projeto de venda de parte de suas ações. O retrocesso, entretanto, não foi suficiente para estabelecer divergências com a UEFA.

O episódio coloca em evidência uma disputa mais ampla sobre os rumores da administração do futebol mundial, envolvendo questões financeiras, governança, calendário de competições e concentração de poder na Fifa.

Enquanto Infantino tenta preservar sua posição no comando da entidade, a UEFA mantém a pressão e sinaliza que o pedido de desculpas não é suficiente para restabelecer a relação institucional.

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