COP17 na Mongólia debate combate à seca, recuperação de terras e financiamento ambiental
A 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17) começou nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, capital da Mongólia. O encontro reúne representantes de 196 países e da União Europeia até 28 de agosto para discutir medidas de enfrentamento à seca, degradação do solo, segurança hídrica e alimentar e recuperação de ecossistemas.
Entre os principais temas da conferência está a necessidade de ampliar a capacidade dos países para lidar com períodos prolongados de estiagem. A agenda também envolve estratégias para restaurar áreas degradadas, preservar os recursos naturais e fortalecer a produção de alimentos diante dos impactos ambientais.
Outro ponto central é o financiamento. As discussões devem buscar mecanismos capazes de ampliar os recursos destinados à recuperação de terras e à adaptação aos efeitos da seca, especialmente em países e regiões mais vulneráveis. Um dos fundos em debate reúne US$ 12 bilhões para apoiar 74 países afetados pela degradação do solo e pela escassez de água. O montante, porém, ainda está distante das necessidades estimadas para os próximos anos.
O Brasil participa da COP17 apresentando iniciativas voltadas ao combate à degradação da terra e à adaptação aos efeitos da seca. A delegação brasileira leva à conferência experiências como o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, além do Programa Recaatingar, voltado à recuperação da Caatinga.
A conferência também coloca em evidência a relação entre conservação do solo, disponibilidade de água e produção de alimentos. Para os participantes, a recuperação de áreas degradadas e a prevenção dos efeitos da seca são medidas estratégicas não apenas para a proteção ambiental, mas também para a segurança das populações e das atividades econômicas.
As negociações seguem até 28 de agosto, quando os países deverão buscar compromissos para fortalecer as políticas de combate à desertificação, ampliar os investimentos e estabelecer ações mais efetivas de enfrentamento à seca e à degradação das terras.



