Arthur Cabral é expulso após cobrir a boca em discussão com Jair Ventura
A derrota do Botafogo por 1 a 0 para o Vitória, no domingo (16), terminou com um episódio inusitado no Barradão. Após o apito final, o atacante Arthur Cabral foi expulso pelo árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva depois de cobrir a boca durante uma discussão com Jair Ventura, técnico do time baiano.
A confusão começou nos instantes finais da partida e continuou depois do encerramento. Arthur se aproximou de Jair Ventura para discutir e, durante o confronto verbal, colocou a mão sobre a boca. O árbitro aplicou o cartão vermelho direto.
De acordo com a súmula, as palavras ditas pelo jogador não foram identificadas. O documento registra que o gesto de cobrir a boca durante a discussão foi o motivo da expulsão. A confusão envolveu ainda jogadores e integrantes das comissões técnicas das duas equipes e precisou ser controlada por membros dos clubes e seguranças.
O episódio marcou a primeira aplicação da chamada “Lei Vini Jr.” no Campeonato Brasileiro. A medida faz parte do novo conjunto de regras adotado pela CBF e prevê punição para jogadores que cubram intencionalmente a boca durante discussões ou confrontos, dificultando a identificação do que está sendo dito.
A regra ganhou destaque após o episódio envolvendo Vinicius Junior e Gianluca Prestianni, em Benfica x Real Madrid, pela Liga dos Campeões, em fevereiro de 2026. A discussão sobre o uso do gesto para esconder possíveis ofensas levou à adoção de medidas específicas no futebol internacional.
A punição, porém, não significa que Arthur Cabral tenha sido acusado de racismo. No caso ocorrido no Barradão, a expulsão foi aplicada pelo gesto durante a discussão, independentemente de uma acusação de ofensa discriminatória.
Com o cartão vermelho, Arthur Cabral fica suspenso do próximo compromisso do Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. A equipe carioca ocupa a 11ª posição, com 30 pontos, enquanto o Vitória aparece em 12º, com 29.



