Ex-patrocinadora de Flamengo e Corinthians é alvo de operação da PF que investiga evasão de divisas
A Pixbet, antiga patrocinadora de Clube de Regatas do Flamengo e Sport Club Corinthians Paulista, está entre os alvos da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13). A investigação apura um suposto esquema de movimentação e ocultação de recursos relacionados a apostas esportivas e jogos de azar.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria utilizado empresas e estruturas financeiras no exterior para esconder a origem e o destino dos valores. Entre os alvos está também a PixStar, empresa sediada em Curaçao que, de acordo com a investigação, seria utilizada como estrutura de fachada.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. As medidas foram realizadas nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
A Justiça Federal também autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados, além do bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 1,1 bilhão. A operação investiga, entre outros crimes, suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, recursos provenientes das apostas seriam enviados ao exterior por meio de empresas de compensação financeira. Os valores chegariam a uma empresa sediada em Curaçao e, posteriormente, retornariam ao Brasil com aparência de legalidade, por meio de pagamentos relacionados a supostos serviços.
A Pixbet tem histórico recente de presença no futebol brasileiro. A empresa encerrou o contrato de patrocínio com o Corinthians em 2024 e deixou de ser patrocinadora do Flamengo em 2025. No caso do clube carioca, a parceria foi encerrada após atrasos no pagamento de parcelas previstas no contrato.
A operação desta quinta-feira não significa, por si só, condenação dos envolvidos. As suspeitas ainda são objeto de investigação pelas autoridades federais, que buscam reunir provas sobre a origem, a circulação e a destinação dos recursos.
A ação é conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.



