Calor e baixa umidade em Vitória da Conquista exigem cuidados redobrados com cães e gatos

Semma orienta tutores a reforçar hidratação, evitar passeios nos horários mais quentes e observar sinais de hipertermia

Foto: Secom PMVC
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 01/10/2026, 09:13h

O alerta de baixa umidade do ar emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para Vitória da Conquista nesta quinta-feira (1) também exige atenção com cães e gatos. Em períodos de calor e tempo seco, os animais ficam mais suscetíveis à desidratação, queimaduras nas patas e alterações provocadas pelo aumento da temperatura corporal. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) orienta os tutores a manter água fresca disponível, garantir ambientes com sombra e ventilação e evitar a exposição dos animais ao sol nos horários mais quentes.

Segundo a assessora especial da Semma, Ana Cláudia Passos, a hidratação deve ser uma preocupação constante. “É importante disponibilizar água fresca, trocar constantemente e deixar os animais em ambientes frescos, com sombra e bastante ventilação”, orienta.

O horário dos passeios também deve ser adaptado durante os dias mais quentes. A recomendação é dar preferência ao início da manhã ou ao final da tarde, quando as temperaturas costumam estar mais amenas. Além da temperatura do ar, os tutores precisam observar o calor do asfalto, do concreto e das calçadas. Essas superfícies podem atingir temperaturas capazes de provocar queimaduras nos coxins, as chamadas “almofadinhas” das patas.

A veterinária do Centro de Apoio à Saúde Animal (Casa), Rebeca Iaínia, recomenda evitar os períodos de sol mais intenso. “Eles não têm calçados para proteger os coxins. Então, é importante evitar os horários em que o sol esteja mais quente”, explica. Uma forma simples de verificar as condições antes do passeio é encostar a mão no chão. Se a superfície estiver quente demais para permanecer com a mão por alguns segundos, também pode estar quente demais para as patas do animal.

O calor excessivo também pode provocar hipertermia, situação em que a temperatura corporal do animal sobe de forma perigosa. De acordo com Rebeca, um dos primeiros sinais é a respiração muito ofegante e acelerada. O quadro pode evoluir para desmaio, colapso e até morte. “Eles podem chegar a 40°C, 41°C de temperatura e entrar em colapso. É uma situação muito grave”, alerta a veterinária.

Em caso de suspeita de hipertermia, a orientação é procurar atendimento veterinário rapidamente e iniciar medidas para reduzir a temperatura do animal enquanto busca ajuda profissional.A desidratação também pode apresentar sinais como olhos mais fundos, focinho mais seco e opaco e alterações na elasticidade da pele.

A hidratação pode ser reforçada pela alimentação, desde que os alimentos sejam adequados ao animal e oferecidos de acordo com orientação profissional. Melancia e melão, por exemplo, podem ser oferecidos em pequenas quantidades, enquanto a uva deve ser evitada, pois pode causar intoxicação em cães e gatos. Outra possibilidade é acrescentar água ao sachê ou oferecer, em versões congeladas, alimentos que o animal já consome habitualmente.

Outro cuidado apontado pela Semma é não deixar animais dentro de veículos fechados, mesmo por períodos curtos. “Jamais deixe o animal em veículos fechados. De forma nenhuma, nem por um minuto. A tendência é que a temperatura aumente muito e o risco para o animal é muito alto”, alerta Ana Cláudia.

Nos períodos de calor, os tutores também devem manter a prevenção contra pulgas e carrapatos em dia. As temperaturas elevadas podem favorecer a proliferação desses parasitas, por isso a desparasitação deve seguir a orientação de um médico-veterinário.

Os cuidados não se limitam aos animais que têm tutores. A população também pode ajudar cães e gatos que vivem ou circulam pelas ruas. Uma das medidas mais simples é disponibilizar água fresca em recipientes limpos, em locais protegidos do sol e que não ofereçam riscos à circulação de pessoas ou animais. “Se as pessoas puderem colaborar, colocando água filtrada, mais fresca, até mesmo gelada, em vasilhas nas calçadas e em ambientes de praças, esses animais poderão encontrar água”, destaca Ana Cláudia.

A veterinária Rebeca Iaínia reforça que não é necessário adquirir um recipiente específico. “Se todo mundo conseguir tirar um potinho velho de casa para colocar uma água na porta, em um local de sombra, já vai ser suficiente”, afirma. A orientação é manter os recipientes limpos e renovar a água regularmente.

O Centro de Apoio à Saúde Animal (Casa) realiza atendimento veterinário à população e recebe cerca de 500 animais por mês, segundo a Semma. Em casos de animais que apresentem sinais de sofrimento relacionados ao calor, como cansaço excessivo, dificuldade para caminhar ou respiração muito ofegante, a população pode acionar o Casa para avaliação e atendimento pelo telefone/whatsApp: (77) 3424-1090.

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