Dengue recua em Conquista, mas Vigilância Epidemiológica alerta para o aumento da chikungunya

Boletim da 41ª semana epidemiológica aponta 859 casos prováveis de dengue e 94 de chikungunya em 2026

  • Ane Xavier
  • Atualizado: 23/10/2026, 02:31h

Vitória da Conquista registrou 859 casos prováveis de dengue entre janeiro e 17 de outubro de 2026, uma redução de 63,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2.384 casos. Por outro lado, os registros prováveis de chikungunya aumentaram 42,4% na comparação anual, passando de 66 para 94 ocorrências. Os dados são do boletim da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), referente à 41ª semana epidemiológica, que abrange o período de 11 a 17 de outubro.

Embora a dengue apresente queda expressiva no acumulado anual, a Vigilância Epidemiológica alerta que o mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças e também da zika, continua exigindo atenção. Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Amanda Maria Gomes, a diminuição recente dos registros de chikungunya ainda não permite afirmar que há uma tendência consistente de redução.

Entre a primeira e a 41ª semana epidemiológica de 2026, o município contabilizou 94 casos prováveis de chikungunya, contra 66 no mesmo intervalo de 2025. O aumento é de aproximadamente 42,4%. Ao longo deste ano, o maior número de registros ocorreu na nona semana epidemiológica, com 13 casos. Também foram observados picos na 36ª semana, com nove ocorrências, e nas semanas 12 e 14, com oito casos cada.

Nas duas semanas mais recentes analisadas, os registros caíram de sete para três. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, no entanto, ressalta que o intervalo é curto para caracterizar uma tendência de queda.

Diante do aumento acumulado em relação ao ano anterior, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de identificar casos suspeitos e intensificar as ações de combate aos criadouros do mosquito.

No caso da dengue, foram registrados 859 casos prováveis até a 41ª semana epidemiológica de 2026, contra 2.384 no mesmo período de 2025. A diferença representa uma redução de 1.525 registros, equivalente a 63,9%. A comparação semanal mostra que os números de 2026 ficaram abaixo dos registrados em 2025 em 36 das 41 semanas analisadas. Apesar disso, houve aumentos pontuais nas semanas epidemiológicas 33, 35, 36, 39 e 41.

Segundo Amanda Maria Gomes, essas oscilações reforçam a necessidade de manter o monitoramento epidemiológico e as medidas preventivas. Fatores climáticos e ambientais que favorecem a reprodução do mosquito também podem influenciar o comportamento das doenças.

A redução dos casos prováveis de dengue, portanto, não elimina o risco de novas ocorrências, especialmente quando persistem condições favoráveis à proliferação do vetor.

O combate ao Aedes aegypti depende de ações do poder público e da participação da população. A orientação é reservar alguns minutos por semana para verificar possíveis criadouros do mosquito e eliminar recipientes com água parada.

Entre as principais medidas preventivas estão manter caixas-d'água bem vedadas, limpar calhas e quintais, descartar corretamente materiais que possam acumular água e permitir o trabalho dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

Quem apresentar sintomas suspeitos deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Para informações sobre as ações de combate ao mosquito ou solicitar orientações, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3229-3151.

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