Governo aprova resolução que afeta botijões de gás; entenda o que muda
A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e envolve especialmente os recipientes de 13 quilos
O Governo Federal aprovou nesta sexta-feira (6) uma resolução que estabelece novas diretrizes de fiscalização, segurança e rastreabilidade dos botijões de gás de cozinha em todo o Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e envolve especialmente os recipientes de 13 quilos, utilizados na maioria das residências brasileiras.
A medida chega poucos dias depois de um reajuste de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido pela Refinaria de Mataripe às distribuidoras na Bahia, anunciado no início de novembro.
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Mas calma! A nova resolução não determina outro aumento no preço do botijão. O objetivo é reforçar o controle da comercialização, prevenir fraudes e ampliar a fiscalização do mercado, incluindo as revendas que participam do programa federal Gás do Povo.
O que muda nos botijões de gás?
A resolução reforça exigências relacionadas à identificação e à segurança dos recipientes de GLP.
Os botijões de até 13 quilos devem ser comercializados com a marca da distribuidora gravada em alto-relevo, além de lacre e selo de inviolabilidade. A venda também deve respeitar a capacidade total do recipiente.
Essas características ajudam a identificar a empresa responsável pelo produto e a reduzir riscos relacionados à adulteração, ao enchimento irregular e a outras práticas ilegais.
É importante destacar que essas exigências não são inteiramente novas. A decisão reforça regras existentes e estabelece diretrizes para ampliar o controle e a rastreabilidade dos recipientes.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável por definir os procedimentos técnicos necessários à implementação das medidas.
Resolução pode deixar o gás de cozinha mais caro?
O texto aprovado pelo CNPE não estabelece reajuste de preços para o consumidor.
A decisão tem caráter regulatório e busca aprimorar a segurança e a fiscalização do setor. Portanto, não deve ser confundida com o aumento anunciado recentemente na Bahia.
No último domingo (1º), entrou em vigor um reajuste de 17,5% no GLP comercializado pela Refinaria de Mataripe às distribuidoras. O preço por tonelada passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90.
Na ocasião, representantes do setor de revenda estimaram que a mudança poderia provocar um acréscimo entre R$ 12 e R$ 15 no preço do botijão para o consumidor final. Essa estimativa não representa um reajuste uniforme ou já confirmado em todas as cidades baianas.
Em Vitória da Conquista, o levantamento mais recente de preços publicado pela Mega Rádio VCA apontou valor médio de R$ 119,12 para o botijão de 13 quilos, referente à pesquisa da ANP realizada entre 25 e 31 de outubro.
Como o levantamento é anterior ao reajuste anunciado para novembro, ele ainda não permite medir o impacto da alta nas revendas do município.
Governo também amplia fiscalização do Gás do Povo
Outro ponto importante da resolução envolve o programa Gás do Povo, que oferece recargas gratuitas de botijões de 13 quilos a famílias de baixa renda que atendem aos critérios do benefício.
A nova medida prevê atuação conjunta da ANP, do Ministério de Minas e Energia, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e dos operadores do programa para identificar possíveis fraudes, cobranças indevidas, sobrepreços e desvios de recursos públicos.
As revendas credenciadas deverão prestar informações claras aos beneficiários, garantir atendimento sem discriminação e colaborar com os mecanismos de fiscalização.
Também está prevista a comunicação de suspeitas de fraudes ou de envolvimento de organizações criminosas no mercado de gás.
Em Vitória da Conquista, o programa passou por uma etapa de implantação divulgada pela Prefeitura em março de 2026, com previsão de atendimento a quase 10 mil famílias.
O consumidor precisa trocar o botijão?
A resolução aprovada nesta sexta-feira não estabelece uma obrigação geral para que os consumidores substituam os botijões que já possuem em casa.
O foco das medidas está no controle dos recipientes comercializados, na identificação das distribuidoras e na fiscalização das operações.
Para os consumidores, continua sendo importante verificar se o botijão possui lacre de segurança intacto, identificação da distribuidora e condições adequadas de conservação, além de realizar a compra em revendas autorizadas.
A implementação das diretrizes dependerá dos procedimentos técnicos definidos pela ANP.









