Governo federal libera R$ 330 milhões para conter alta do gás de cozinha

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  • Júnior Patente
  • Atualizado: 29/04/2026, 11:26h

O governo federal editou uma medida provisória que destina R$ 330 milhões para tentar conter o aumento do preço do gás de cozinha no país. A iniciativa busca reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre o custo do produto para o consumidor final.

Os recursos serão utilizados como subvenção econômica para empresas importadoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Na prática, o objetivo é garantir que o gás importado seja comercializado no Brasil pelo mesmo valor do produzido internamente, evitando repasses mais elevados à população.

A medida foi formalizada por meio da Medida Provisória nº 1.351/2026, publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (28). O crédito extraordinário será direcionado ao Ministério de Minas e Energia, responsável pela operacionalização do subsídio.

Segundo o governo, a ação faz parte de um pacote adotado desde março para enfrentar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional, agravada por conflitos no Oriente Médio. Esse cenário tem pressionado os preços dos combustíveis e, consequentemente, do gás de cozinha.

O subsídio estabelecido prevê um valor aproximado de R$ 850 por tonelada de GLP importado. A medida vale inicialmente para produtos entregues entre 1º de abril e 31 de maio, com possibilidade de prorrogação por até dois meses, dependendo da evolução dos preços no mercado externo.

De acordo com estimativas do próprio governo, o mecanismo pode representar uma redução de cerca de R$ 11 no valor do botijão de 13 quilos, ajudando a aliviar o impacto no orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.

O Brasil importa aproximadamente 20% do gás de cozinha consumido internamente, o que torna o preço do produto sensível às oscilações internacionais. A estratégia do governo é justamente amortecer essa variação e evitar um efeito mais amplo sobre a inflação.

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