“A Prefeita quer criar cargos, mas não convoca aprovados”, afirma Xandó sobre projeto de 74 novas vagas comissionadas

Vereador argumentou contra a proposta na Câmara Municipal, citando falta de pagamento do piso do magistério e carência de agentes de saúde nos bairros

Foto: Ascom Câmara Municipal
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 29/04/2026, 02:22h

Em discurso na Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta quarta-feira (29), o vereador Alexandre Xandó (PT) manifestou posição contrária ao projeto de lei da Prefeitura que prevê a criação de 74 novos cargos comissionados. O parlamentar utilizou a tribuna para questionar as prioridades orçamentárias da gestão municipal, confrontando a abertura de novas vagas de livre nomeação com demandas represadas de servidores concursados e da população.

Durante sua fala, Xandó destacou que a criação das vagas ocorre enquanto categorias essenciais aguardam convocações e reajustes. “A Prefeita quer criar 74 cargos comissionados, mas não convoca os agentes comunitários de saúde e enfermaria aprovados no concurso em 2024, porque ela diz que precisa de um remanejamento financeiro e orçamentário”, criticou o vereador.

O parlamentar também relacionou o projeto à situação da educação municipal, afirmando que a prefeitura ainda não iniciou o pagamento do piso do magistério e mantém a tabela salarial dos professores sem atualizações significativas. Segundo o vereador, os recursos que serão destinados aos novos cargos poderiam ser aplicados na convocação de agentes para eliminar as "áreas descobertas" de saúde nos bairros, combatendo problemas como a infestação de escorpiões e doenças endêmicas.

O vereador detalhou o aumento do quadro em pastas específicas, onde o total de cargos saltaria de 90 para 164. Entre os dados apresentados por Xandó, destacam-se:

  • Secretaria de Gestão e Inovação: aumento de 19 para 46 cargos;

  • Desenvolvimento Social: ampliação de 57 para 83 vagas;

  • Serviços Públicos: salto de 8 para 21 cargos;

  • Secretaria de Governo: de 6 para 14 cargos.

O parlamentar questionou a eficácia da medida para a modernização da máquina pública. “Vão querer aumentar a quantidade de cargos, dizendo que está se modernizando. Para quê? Vai permitir uma melhoria da máquina pública?”, indagou, citando como exemplo negativo a separação das secretarias de Esporte e Cultura.

Ao concluir sua fala, Xandó relembrou que seu voto contrário segue uma postura adotada em projetos anteriores de natureza semelhante. O vereador pontuou já ter votado contra a criação de outros cargos comissionados, além de se opor a taxas de risco, ao aumento da taxa de iluminação e a medidas que, segundo sua visão, impactam negativamente a população.

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