“A cidade cresce e a reestruturação administrativa é necessária”, defende Edivaldo Ferreira Júnior sobre novos cargos
Líder da bancada destaca que Vitória da Conquista possui baixo número de comissionados em comparação a outras cidades e reforça que mais de 1.500 concursados foram convocados desde 2021
O vereador Edivaldo Ferreira Júnior (PSD) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta quarta-feira (29) para defender o projeto de Lei Municipal 05/2026, que trata da reestruturação administrativa das secretarias de Gestão e Inovação, Desenvolvimento Social e Serviços Públicos. Segundo o parlamentar, a criação de novos cargos de chefia e assessoramento não é uma medida isolada, mas uma resposta técnica ao crescimento populacional da cidade, que já ultrapassa os 400 mil habitantes.
O vereador rebateu as críticas sobre o impacto financeiro da medida, argumentando que muitos desses postos de confiança podem e devem ser ocupados por servidores efetivos do próprio município. “A necessidade de criação de cargos se dá justamente em razão da reestruturação administrativa que é necessária. Cargos de chefia e assessoramento que podem ser ocupados por servidores efetivos, o que não vai gerar um impacto financeiro tão grande”, explicou.
Para sustentar a tese de que a máquina pública municipal é enxuta, Edivaldo Ferreira Júnior apresentou um levantamento comparativo do número de cargos comissionados em Vitória da Conquista em relação a outras cidades baianas. Segundo o parlamentar, o município mantém um rigor histórico com o tesouro público, independentemente do grupo político no poder.
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Vitória da Conquista: 361 cargos comissionados;
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Feira de Santana: 532 cargos;
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Porto Seguro: 1.226 cargos;
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Lauro de Freitas: 1.391 cargos;
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Salvador: 1.432 cargos;
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Jequié: 1.449 cargos.
“Observem o cuidado que os gestores de Vitória da Conquista têm com o erário”, pontuou o vereador, ressaltando que o número local é significativamente inferior ao de cidades com porte populacional semelhante ou até menor.
O parlamentar também contestou as críticas da oposição sobre a falta de nomeações de servidores efetivos. Segundo dados apresentados por ele, a atual gestão realizou 1.536 convocações de concursados entre 2021 e 2026.
Edivaldo destacou que houve uma aceleração nas nomeações a partir de 2024, atingindo um pico de 851 profissionais chamados apenas em 2025. “O que são 60 ou 70 cargos comissionados dentro de um contexto de 1.537 convocações de concursados? É muito importante estarmos atentos a esses números”, defendeu, afirmando que a prioridade da gestão tem sido o fortalecimento do quadro efetivo.
Ao encerrar sua fala, o vereador garantiu que todos os projetos enviados à Câmara estão acompanhados do devido estudo de impacto financeiro e respeitam os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele conclamou os colegas a apoiarem a medida como uma forma de modernizar a gestão pública. “Precisamos reestruturar a administração pública, precisamos inovar. E com isso, obviamente, novos cargos precisam ser criados”, concluiu.







