“A população precisa de medicamento e não de cargos comissionados”, afirma Diogo Azevedo sobre novas vagas na Prefeitura

Vereador do PSDB critica criação de cargos às vésperas da eleição e aponta falta de remédios e atrasos de pagamentos na rede municipal de saúde

Foto: Ascom Câmara Municipal
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 29/04/2026, 02:22h

O vereador Diogo Azevedo (PSDB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (29), para manifestar sua posição contrária ao projeto de lei que cria mais de 70 cargos comissionados na estrutura da Prefeitura. Em um discurso focado na gestão de recursos, o parlamentar defendeu que o município possui "novas prioridades" e criticou a oportunidade política da medida.

Azevedo argumentou que a criação de cargos de livre nomeação (comissionados) em um ano eleitoral desvia recursos que deveriam ser aplicados em serviços básicos. “Carga comissionada vai para a rua na campanha. Todo mundo sabe que vai. E não é o momento para isso”, declarou o vereador, reforçando que sua postura não é de oposição sistemática, mas uma convicção pessoal sobre as necessidades atuais da cidade.

O parlamentar apresentou uma lista de medicamentos que estariam em falta na rede municipal, segundo relatos que colheu em visitas aos distritos e unidades de saúde. Entre os itens citados estão amoxicilina, fenitoína, fenobarbital (para convulsão), imunolítio e vitamina D. Segundo Azevedo, há relatos de pacientes esperando há oito meses por medicações básicas. Além dos insumos, o vereador apontou dificuldades no sistema de marcação de exames e no Tratamento Fora do Domicílio (TFD). 

Outro ponto crítico levantado pelo vereador foi o relato de atrasos no pagamento de prestadores de serviço da área de saúde. Azevedo mencionou ter encontrado um profissional que realiza exames de imagem para o município e que estaria há oito meses sem receber.

Apesar das críticas ao Poder Executivo, o parlamentar poupou a condução técnica da Secretaria de Saúde. Segundo ele, a falta de pagamento não ocorre por falta de vontade da secretária, mas por ausência de repasses de recursos por parte do gabinete da Prefeita. “Vamos avaliar direito: vamos querer quase oito milhões de despesas [com cargos], ou vamos entender que a população precisa do medicamento?”, questionou.

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