Presidente da Associação de Fibromialgia cobra políticas públicas na Câmara de Vitória da Conquista

Maria Aparecida relatou dificuldades com transporte, falta de apoio municipal e vetos a projetos de lei voltados à categoria

Foto: Ascom Câmara Municipal
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 15/05/2026, 11:31h

A presidente da Associação de Fibromialgia de Vitória da Conquista, Maria Aparecida, utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal, nesta sexta-feira (15), para apresentar as demandas urgentes das pessoas diagnosticadas com a doença no município. Em um discurso marcado por relatos de dor e limitações físicas, a representante cobrou maior sensibilidade da gestão municipal e do Legislativo para a implementação de políticas públicas específicas.

Maria Aparecida destacou a repercussão internacional da caminhada realizada no último dia 12 de maio (Dia Mundial da Fibromialgia), mas lamentou que, localmente, a categoria ainda se sinta desamparada. “O fibromiálgico de Vitória da Conquista tem voz, tem nome e tem dor”, declarou, reforçando que o movimento busca dignidade e não desordem.

O pronunciamento focou em obstáculos práticos e legislativos que impedem a melhoria da qualidade de vida dos pacientes:

A presidente relembrou que propostas em defesa dos fibromiálgicos já foram aprovadas pela Câmara, mas vetadas pela Prefeitura em duas ocasiões. Ela ressaltou que municípios menores já possuem leis avançadas sobre o tema. Houve uma denúncia direta sobre a redução na oferta do passe de transporte, o que dificulta o deslocamento para fisioterapia, exames e consultas especializadas.

Maria relatou que muitos pacientes não conseguem trabalhar devido às dores e acabam custeando tratamentos do próprio bolso pela falta de suporte público eficiente.  A representante também rebateu críticas às manifestações do grupo, pontuando que as integrantes são, em sua maioria, "mães, avós e mães atípicas" que conciliam o cuidado com filhos autistas e a convivência diária com dores severas.

Por fim, a Associação informou que mantém suas atividades de conscientização e apoio em sua sede, localizada na Avenida Centenário, nº 245. Maria Aparecida encerrou sua fala reforçando a disposição para o diálogo direto com a prefeita Sheila Lemos, visando a construção de uma solução legislativa que garanta os direitos da categoria.

*Com informações do site da Câmara

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