Em sessão especial do Maio Amarelo, coordenadora do Simtrans defende humanização e prudência nas vias de Vitória da Conquista

Jamile Alves destacou que frota do município ultrapassa 200 mil veículos e reforçou os três pilares da mobilidade: engenharia, fiscalização e educação

Foto: Ascom Câmara Municipal
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 20/05/2026, 02:10h

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou, na manhã desta quarta-feira (20), uma sessão especial itinerante no auditório do SEST/SENAT em alusão à campanha internacional Maio Amarelo. Com o tema nacional “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, o encontro debateu a segurança viária na terceira maior cidade da Bahia, reunindo autoridades públicas, forças de segurança e profissionais do setor de mobilidade urbana.

Convidada a compor os debates, a coordenadora do Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans), Jamile Alves, discursou sobre o papel da conscientização coletiva para frear os índices de sinistros (acidentes) nas vias urbanas e rurais. A gestora enfatizou que a preservação de vidas no trânsito não é uma obrigação exclusiva das forças de fiscalização, mas sim um pacto social que exige o engajamento diário de toda a população.

Durante a apresentação do panorama local, a coordenadora apresentou dados estatísticos que evidenciam a complexidade da malha viária de Vitória da Conquista. A cidade tem cerca de 400 mil habitantes e tem mais de 200 mil veículos registrados no município, somados a um intenso fluxo diário de automóveis e motocicletas provenientes de cidades vizinhas da região sudoeste e do norte de Minas Gerais.

Para gerenciar esse volume de tráfego, Jamile destacou que o município estrutura suas ações com base nos três pilares fundamentais da segurança viária: a fiscalização Ostensiva, a engenharia de Tráfego (sinalização e desenho das vias) e a educação para o Trânsito (palestras em escolas e empresas).

Em sua fala, a chefe do Simtrans criticou a pressa cotidiana que, segundo ela, desumaniza as relações nas ruas e transforma usuários da via em meros empecilhos no fluxo.

“Na pressa do dia a dia, às vezes as pessoas se tornam obstáculos no nosso caminho. Mas, no trânsito, são pessoas: pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores. Cada escolha que fazemos pode representar a diferença entre a vida e a morte”, alertou a coordenadora.

Jamile encerrou sua participação defendendo a visão de que nenhuma morte no trânsito deve ser tratada como um acontecimento natural ou aceitável. A coordenadora enfatizou que a totalidade dos sinistros fatais pode ser prevenida a partir do respeito rigoroso às normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e da adoção de comportamentos pacíficos ao volante.

*Com informações do site da Câmara

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