“Não vamos tapar o sol com a peneira”, diz Edivaldo Ferreira ao rebater críticas de Márcia Viviane sobre saúde
Líder da bancada de situação respondeu às declarações de Márcia Viviane, defendeu o reconhecimento das responsabilidades dos governos municipal e estadual e citou problemas na regulação e no atendimento da UPA
O vereador Edivaldo Ferreira, líder da bancada de situação, utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, durante a sessão desta quarta-feira (12), para responder às críticas feitas pela líder da oposição, Márcia Viviane (PT), sobre a gestão da saúde no município. Em seu pronunciamento, o parlamentar argumentou que os problemas enfrentados pela população não devem ser atribuídos exclusivamente à administração municipal e cobrou a divisão de responsabilidades com o Governo da Bahia.
A manifestação ocorreu após Márcia Viviane criticar a condução da rede municipal de saúde e defender a atuação do governo estadual. Edivaldo afirmou que reconhece avanços promovidos por diferentes administrações municipais, incluindo as gestões dos ex-prefeitos Guilherme Menezes e José Raimundo Fontes, mas ponderou que também é necessário considerar problemas registrados ao longo desses períodos.
“A administração pública é uma sequência, é uma continuidade. Nós nunca poderíamos deixar de reconhecer o trabalho que foi prestado por Guilherme Menezes, por José Raimundo, pelo nosso saudoso Herzem Gusmão e pela nossa prefeita Sheila Lemos”, afirmou.
Vereador contrapõe relato sobre o Esaú Matos
Um dos principais pontos do pronunciamento foi a situação do Hospital Municipal Esaú Matos, também mencionada anteriormente por Márcia Viviane. Edvaldo afirmou ter acompanhado a unidade diretamente em 2017, quando atuou como procurador-geral do hospital. Segundo o vereador, ao assumir a função encontrou o Esaú Matos em situação de dificuldades estruturais e financeiras, com uma dívida que, conforme relatou, girava em torno de R$ 5 milhões.
“Quando assumimos o Esaú Matos, [encontramos] o Esaú Matos totalmente sucateado, com uma dívida em torno de R$ 5 milhões”, declarou.
Edivaldo ressaltou ainda que, apesar de ser municipal, o hospital atende pacientes de dezenas de municípios da região e também do norte de Minas Gerais. O parlamentar destacou que parte do financiamento necessário à manutenção da unidade é proveniente do Município. Ao rebater a avaliação apresentada pela oposição, o líder da bancada de situação direcionou parte das críticas ao Governo da Bahia e questionou a situação de serviços sob responsabilidade estadual.
“Como está a saúde em nosso estado? Como está a UPA? Como está a regulação?”, questionou.
Para Edivaldo, o debate sobre os problemas da saúde pública precisa considerar as atribuições das diferentes esferas de governo. O vereador afirmou que dificuldades enfrentadas por pacientes na regulação estadual também devem integrar a discussão sobre a assistência prestada à população.
“Quem precisa da regulação no estado da Bahia sabe o que eu estou dizendo. Quem precisa ser atendido na UPA sabe o que eu estou dizendo”, afirmou. O parlamentar também sugeriu que profissionais de Vitória da Conquista que participaram de administrações anteriores do município poderiam contribuir com a gestão estadual. Segundo ele, seria importante ampliar a participação de técnicos conquistenses no Governo da Bahia.
Ao encerrar o pronunciamento, Edivaldo voltou a defender que o debate sobre a saúde não seja concentrado apenas na Prefeitura ou no Estado. “Precisamos dividir as responsabilidades e entender o papel de cada um nesse processo”, concluiu.



