Estiagem leva Prefeitura de Conquista a decretar emergência em 11 distritos por 180 dias

Decreto municipal aponta prejuízos à agricultura, redução das pastagens e escassez de água para abastecimento e criação de animais; medida autoriza secretarias a adotarem ações emergenciais de assistência

Distrito de Bate-Pé, um dos mais populosos de Vitória da Conquista e uma das localidades atingidas pelo intenso período de estiagem. Foto: Ane Xavier
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 30/10/2026, 04:27h

A Prefeitura de Vitória da Conquista decretou situação de emergência em 11 distritos do município em razão do prolongado período de estiagem. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 24.516/2026, publicado no Diário Oficial do Município na quinta-feira (29), e terá validade de 180 dias. A decisão abrange os distritos de Bate-Pé, Dantelândia, Inhobim, São Sebastião, Cabeceira do Jiboia, São João da Vitória, Cercadinho, Iguá, Veredinha, Pradoso e José Gonçalves.

Segundo a administração municipal, a falta prolongada de chuvas tem provocado prejuízos aos agricultores, comprometendo as condições necessárias para o plantio e o desenvolvimento das pastagens. A situação também afeta a recuperação dos mananciais e reduz a disponibilidade de água e forragem para a manutenção dos rebanhos.

Além dos impactos na produção rural, o decreto aponta dificuldades relacionadas ao abastecimento de água para a população das localidades atingidas.

El Niño aparece entre os fatores apontados

A decretação da emergência teve como base um parecer técnico da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comdec), além de notas e boletins de órgãos oficiais de monitoramento climático, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com os documentos mencionados pela Prefeitura, o fenômeno El Niño aparece como fator que contribui para a intensificação da seca regional, agravando a redução dos índices de chuva no semiárido baiano. O cenário compromete atividades agrícolas e pecuárias, especialmente nas comunidades que dependem das chuvas para o cultivo e a manutenção dos animais.

Com o reconhecimento da situação de emergência, as secretarias municipais ficam autorizadas a adotar providências urgentes e medidas necessárias para prestar assistência às famílias afetadas. A medida tem validade de 180 dias e permite que a administração municipal organize ações voltadas ao atendimento das comunidades atingidas pelos efeitos da estiagem.

Entre os problemas apontados estão a dificuldade de plantio, a redução da disponibilidade de pastagem, a escassez de água para os rebanhos e os impactos sobre o abastecimento humano.

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