Taxa de desemprego atinge 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Indicador apresenta alta em relação ao final de 2025, mas registra o menor patamar para o período desde o início da série histórica em 2012

Taxa de desemprego atinge 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE
Fernando Frazão/Agência Brasil
  • Agência Brasil
  • Atualizado: 30/04/2026, 12:42h

A taxa de desocupação no Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice apresenta alta em relação ao quarto trimestre de 2025, quando registrou 5,1%, mas configura o menor patamar para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

O contingente de pessoas em busca de trabalho totalizou 6,6 milhões no período encerrado em março. Esse número representa um aumento de 19,6% (1,1 milhão de pessoas) em comparação ao trimestre anterior, embora apresente redução de 13% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando a taxa de desocupação era de 7%. A população ocupada somou 102 milhões de pessoas, recuo de 1 milhão ante o último trimestre do ano anterior.

De acordo com o IBGE, o resultado reflete características sazonais do mercado de trabalho no início do ano. A coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto, Adriana Beringuy, afirmou que a redução de trabalhadores ocorreu em atividades que apresentam esse comportamento tipicamente, "seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal".

Entre os agrupamentos de atividades analisados, três registraram queda no número de ocupados: comércio (1,5%), administração pública (2,3%) e serviços domésticos (2,6%). Os demais setores apresentaram estabilidade, sem registro de crescimento em nenhum dos dez agrupamentos apurados pelo instituto.

A taxa de informalidade recuou para 37,3% da população ocupada, atingindo 38,1 milhões de trabalhadores. No quarto trimestre de 2025, o índice era de 37,6%. O número de empregados com carteira assinada no setor privado totalizou 39,2 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e alta de 1,3% no confronto anual. Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,3 milhões, retração de 2,1% em relação ao trimestre anterior.

A Pnad Contínua monitora o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais em 211 mil domicílios no país. O indicador considera desocupada apenas a pessoa que buscou vaga nos 30 dias anteriores à coleta. Os dados complementam o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que registrou saldo positivo de 228 mil vagas com carteira assinada em março.

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