Envelhecimento da população reduz participação de jovens no eleitorado brasileiro

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 17/08/2026, 08:39h

 

O eleitorado brasileiro está envelhecendo e a presença dos mais jovens entre os votantes diminuiu de forma significativa nos últimos 16 anos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o número de eleitores com idade entre 16 e 24 anos caiu 22% desde 2010.

A redução ocorre em um cenário de mudanças na estrutura etária da população brasileira. Enquanto a quantidade de jovens aptos a votar diminuiu, o número de eleitores mais velhos aumentou, acompanhando o processo de envelhecimento demográfico do país.

Em 2010, o Brasil tinha cerca de 25 milhões de eleitores entre 16 e 24 anos. Em 2026, esse contingente está próximo de 19,5 milhões. A queda é ainda mais significativa entre os adolescentes de 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo.

Apesar da redução, os jovens continuam representando uma parcela relevante do eleitorado. A participação dessa faixa etária nas eleições pode ser influenciada por fatores como interesse pela política, condições sociais, acesso à informação e percepção sobre a importância do voto.

Na outra ponta da pirâmide etária, o número de eleitores idosos cresceu. O movimento acompanha o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade registradas no país nas últimas décadas.

O envelhecimento do eleitorado também produz efeitos sobre as estratégias dos partidos e candidatos. Com uma parcela cada vez maior de eleitores nas faixas etárias mais elevadas, temas relacionados à saúde, aposentadoria, previdência, segurança e qualidade de vida ganham peso no debate eleitoral.

Ao mesmo tempo, a menor presença relativa dos jovens amplia a preocupação com a participação política dessa parcela da população. A faixa de 16 a 17 anos, por exemplo, não é obrigada a votar, o que torna as campanhas de incentivo ao alistamento eleitoral especialmente importantes.

O cenário revelado pelos dados do TSE acompanha uma transformação mais ampla da sociedade brasileira: o país está ficando mais velho e, consequentemente, seu eleitorado também. A mudança demográfica tende a influenciar não apenas o perfil das eleições, mas também as prioridades colocadas no centro da disputa política.

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